Contos Míticos e Contos de Fadas, com Marco Haurélio

Sobro curso

Dois ciclos de encontros de estudos com Marco Haurélio. O primeiro começa no fim de abril e o segundo a partir de setembro. Leia abaixo sobre o tema de cada encontro para poder se programar com tempo. E não deixe de ver as sugestões de leitura de Marco Haurélio (no fim da página).

1º Ciclo – Permanência do Mito
29/4 – A jornada de herói e o conto do vencedor de dragões
6/5 – Jornada do anti-herói: a sátira reparadora
13/5 – Os deuses caminham entre nós

2º Ciclo – Tipos de Conto
2/9 – A princesa que dormia
9/9 – Cinderelas e cinderelos
16/9 – Belas e feras: o ciclo do noivo (noiva) animal

 

CICLO 1 – CONTOS MÍTICOS: PERMANÊNCIA E PERSISTÊNCIA

 

A Jornada de Herói e o conto do vencedor de dragões – 29/4

Há quem afirme que os contos de herói e, por extensão, os contos maravilhosos têm origem na mitologia clássica, o que passa longe de ser verdade. Contos e mitos estão imbrincados de tal forma que, à primeira vista, temos a ilusão de que narrativas heroicas surgem dos mitos heroicos, mormente os da mitologia greco-romana e, em menor grau, das sagas nórdicas. “O vencedor de dragões” (The Dragon Slayer), o mais arquetípico de todos os contos de herói, vincula-se a ritos antiquíssimos, em que a hierogamia (a união sagrada) materializava-se em sacrifícios sangrentos. A jornada heroica é essencialmente a jornada de cada um de nós em busca do elixir que é, em verdade, a demanda pela nossa perdida humanidade.

 

Jornada do anti-herói: a sátira reparadora – 6/5


Há, nos contos populares, um personagem compósito, presente na tradição oral de todos os povos da Terra: o anti-herói. Ou seja, o herói às avessas. É o Corvo, dos contos esquimós, Exu, nos mitos iorubas, Hermes, em trajes de deus trapaceiro, na Grécia Antiga, e, de certo modo, Ulisses e Sísifo. Nos contos jocosos e contos do ogro estúpido, ele aparece sob vários nomes, o maior comum deles, Pedro Malazarte (ou Malasartes). Também pode ser chamado de João Grilo, Bertoldo, e ainda Camões (Camonge) ou Bocage (Bocais). Como os dois grandes poetas portugueses se tornaram personagens de facécias, algumas de caráter fescenino, não se sabe bem, mas certo é que, personagens incomuns, ainda em vida, reúnem em torno de si um vasto anedotário e, à medida que o tempo passa, acontecimentos reais ou inventados são incorporados à sua “biografia”, num processo natural de convergência. Till Eulenspiegel na Alemanha, Jean Machepied na França, Pedro de Urdemales na Espanha, Maestro Grillo na Itália, Nasrudim na Turquia, o personagem que vinga, por meio da astúcia, as injúrias e injustiças contra os desfavorecidos, tem mil e um nomes e número equivalente de truques. O contraponto feminino do trickster é a Maria Sabida, Maria Sutil [The Clever Peasant Girl, ATU 875], mais cerebral e menos cruel, respondendo com sagacidade ao despotismo real (que é, também, o despotismo masculino), sendo, portanto, uma legítima irmã de Sherazade.

 

Os deuses caminham entre nós – 13/5


Calcados nos evangelhos canônicos, mas, principalmente, na vasta literatura apócrifa e no lendário medieval, impregnados pela religiosidade sincera e pela ausência de dogmas, os contos religiosos são, por assim dizer, a Bíblia do povo, levada pelas águas da tradição para longe dos concílios, bulas e editos. Especial atenção será dada ao mito de deus que caminha entre os homens. Por que “Deus” (Zeus, Odin, Viracocha, Jesus) desce à terra? Seria essa a origem dos contos do rei que, em trajes de mendigo, viaja por seu reino testando o coração dos súditos?

 

CICLO 2 – CONTOS-TIPO

 

A Princesa que Dormia – 2/9

A Bela Adormecida é o conto de fadas por excelência. Um dos mais conhecidos em todo o mundo, não tanto por sua difusão na tradição oral, mas, principalmente, pelas versões canônicas de Charles Perrault e dos Irmãos Grimm. O enredo básico deita raízes em motivos míticos e lendários: o nascimento excepcional da princesa, a maldição de uma fada que não fora convidada para o batismo da menina, suavizada pela intervenção de outra(s) fada(s), a tentativa desesperada dos pais da heroína de evitarem o trágico destino, o cumprimento da sentença no despontar da adolescência, a chegada de um príncipe, fadado a romper o círculo e despertar a princesa de seu sono secular (Siegfried e Brunhilde). Duas obras anônimas do século XIV trazem alguns traços da história: Frayre de Joy et Sor de Plaser, um romance catalão, e a história de Troylus e Zellandine, que fecha o terceiro livro do romance francês Perceforest. Sol, Lua e Talia, conto que integra o Pentamerone, de Basile, no século XVII, é a primeira versão a reunir os principais motivos da história, suavizados no reconto literário de Perrault, publicado na França décadas depois. Em ambas as versões, além da história padrão, temos outra, com a mãe do príncipe encarnando a antagonista da princesa e de seus filhos de excepcional beleza. No Brasil, foram registradas apenas duas versões: O Rei Caçador (Silvio Romero) e A Princesa do Sono sem Fim (Luís da Câmara Cascudo).

Cinderelas e Cinderelos – 9/9


Cinderela é, provavelmente, o conto popular mais difundido no mundo. Charles Perrault, com sua Cendrillon, e os Irmãos Grimm, com Auschenputtell, difundiram as versões mais conhecidas da história. Maria Borralheira nas coletâneas brasileiras, a história se filia a uma antiga lenda registrada pelo grego Heródoto, cinco séculos antes de Cristo. Stith Thompson fixou as características básicas do conto: “Em Cinderela, a heroína é abusada por sua madrasta e irmãs. O nome dela sempre está ligado de alguma forma às cinzas (Cendrillon, Aschenputtel ou algo semelhante), indicando sua posição humilde na casa. A pobre menina recebe ajuda sobrenatural, às vezes de sua mãe morta, ou de uma árvore no túmulo da mãe, ou de um animal (geralmente uma reencarnação da mãe), ou de uma fada madrinha. Em algumas versões, o animal auxiliar é morto, e surge uma árvore que magicamente fornece roupas bonitas para a menina. Como no relato familiar de Perrault, ela pode dançar três sucessivas noites com o príncipe e escapar um pouco antes da hora proibida. Algumas versões contam como o príncipe vê a menina na igreja. De qualquer forma, ela foge do príncipe e uma busca por ela se faz necessária. Nem sempre é o chinelo perdido que leva à identificação, mas ela pode ser encontrada por qualquer um dos métodos aprovados conhecidos pelos leitores de contos de fadas – um anel jogado no copo do príncipe ou assado no pão, ou o favor especial mostrado a ela quando a árvore se inclina diante dela para ela poder colher sua maçã dourada”.
A contrapartida masculina é o conto de “Goldener”, o João Ferrugem, dos Irmãos Grimm, ou O Anel de Bronze, o belo e, por vezes, cruel conto de fadas da coleção de Andrew Lang. Registrei, recentemente, O Príncipe-Pastor, com elementos do ATU 326 (O jovem que queria saber o que era ter medo). O conto do rapaz careca, uma óbvia variante, registrada por Silvio Romero, de possível origem oriental, já aparecia nas “Loucuras de Tristão”, em que, sob disfarce hediondo, o grande herói dos romances bretões, tentava se aproximar de sua amada, Isolda. O herói dourado, ora exuberante, ora repulsivo, é um avatar dos mitos solares, cujos mistérios, ligados à morte e à ressurreição, isto é, às estações do ano e aos ciclos da vida, estão em parte preservados no referido conto.

Belas e feras: o ciclo do noivo (noiva) animal – 16/9


O casamento ou a convivência de um ser humano com uma pessoa transformada em um animal, feroz ou repulsivo, é a tônica dos contos do ciclo do noivo animal. O conto mais célebre deste ciclo é, sem dúvida “A bela e fera”, publicado, em 1740, na França, por Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve, conservando os motivos essenciais da tradição oral. A versão canônica mais difundida, no entanto, é a de Jeanne-Marie Leprince de Beaumont (1756). Já as noivas animais aparecem em muitas histórias, algumas de teor lendário, como a Melusina francesa e a Dama do Pé de Cabra portuguesa, como vítimas de sequestros, casamentos forçados, ou pactos condicionados ao respeito a um determinado tabu. Essas mulheres, reassumem a forma animal ou revelam seu aspecto híbrido, quando recuperam sua pele, escondida pelo marido, ou são desrespeitadas pelo companheiro presunçoso ou displicente. A tradição oral brasileira reúne inúmeras versões, várias delas catalogadas por Doralice Acoforado (Belas e Feras Baianas), com predominância para contos do “Principe Teiú”.

 

SUGESTÕES DE LEITURA

ALCOFORADO, Doralice. Belas e feras baianas. Salvador: SECULT, 2008.
AMARAL, Amadeu. Tradições populares. São Paulo: Hucitec, 1976. ARAUJO, Alceu Maynard. Cultura popular brasileira. 3ª ed. São Paulo: Martins
Fontes, 2007.
BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. Tradução de Arlene Caetano. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999.
CALVINO, Ítalo. Fábulas italianas. Tradução de Nilson Moulin. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
CAMPBELL, Joseph. O herói de mil faces. Tradução de Adail Ubirajara Sobral. São Paulo: Pensamento, 1989.
CARDIGOS, Isabel; CORREIA, Paulo. Catálogo dos Contos Tradicionais Portugueses (Com as versões análogas dos países lusófonos). CEAO da Universidade do Algarve / Edições Afrontamento: Portugal, 2015.
CASCUDO, Luís da Câmara. Contos tradicionais do Brasil. 13. ed. São Paulo:
Global, 2004.
COELHO, Adolfo. Contos populares portugueses. Portugal: Compendium, 1996.
COSTA, Edil Silva. Cinderela: nos entrelaces da tradição. Salvador: Secretaria da Cultura e Turismo do Estado da Bahia, Fundação Cultural do Estado, 1998.
FERREIRA, Jerusa Pires. Armadilhas da memória (conto e poesia popular). Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado, 1991.
FRANZ, Marie-Louise von. A sombra e o mal nos contos de fadas. Tradução de Maria Cristina Penteado Kujawski. São Paulo: Paulinas, 1985.
FROBENIUS, Leo; FOX, Douglas C. A gênese africana. Tradução de Dinah de Abreu
Azevedo. São Paulo: Landy, 2005.
GOMES, Lindolfo. Contos populares brasileiros. 3. ed. São Paulo: Melhoramentos, 1965.
GUIMARÃES, Ruth. Calidoscópio: a saga de Pedro Malasartes. São José dos Campos: JAC Editora, 2006.
GIMBUTAS, Marija. The Language of the Goddesses. San Francisco (EUA): Harper & Row, Publishers, 1995.
HAURÉLIO, Marco. Contos e fábulas do Brasil. Classificação e notas: Paulo Correia. São Paulo: Nova Alexandria, 2011.
_____________. Contos folclóricos brasileiros. Classificação e notas: Paulo Correia. São Paulo: Paulus, 2010.
_____________. O príncipe Teiú e outros contos brasileiros. São Paulo: Aquariana, 2012.
_____________, Wilson Marques. Contos e Lendas da Terra do Sol. São Paulo: Paulus, 2019.
_____________. Vozes da tradição. Colaboração: Lucélia Borges. Fortaleza: IMEPH, 2018.
KIRK, G. S. The nature of greek myths. EUA: Penguin Books, 1985.
LEEMING, David. Do Olimpo a Camelot. Um Panorama da Mitologia Europeia.Readução de Vera Ribeiro. São Paulo: Zahar, 2004.
MEREGE, Ana Lúcia. Os contos de fada – origem, história e permanência no mundo moderno. São Paulo: Claridade, 2010.
NASCIMENTO, Bráulio do. Estudos sobre o conto popular. São Paulo: Terceira Margem, 2009.
PIMENTEL, Altimar. Estórias de Luzia Teresa (Três volumes). Brasília: Thesaurus, 1995.
PROPP, Vladimir. As raízes históricas do conto maravilhoso. 2. ed. Tradução de Rosemary Costhek Abílio. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
ROMERO, Sílvio. Contos populares do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia, São Paulo: Edusp, 1985.
XIDIEH, Oswaldo Elias. Narrativas pias populares. São Paulo: Instituto de Estudos Brasileiros – USP, 1967.

Quem é o professor

marcohaurelio

Marco Haurélio, escritor, professor e divulgador da literatura de cordel, tem mais de 40 títulos publicados, a maior parte dedicada a este gênero que conheceu na infância, passada na Ponta da Serra, sertão baiano, onde nasceu. Também Vários de seus livros foram selecionados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) para o Catálogo da Feira do Livro Bolonha. Finalista do Prêmio Jabuti, suas obras receberam distinções como o selo Altamente Recomendável, da FNLIJ, e o selo Seleção Cátedra-UNESCO (PUC-Rio). Em sua bibliografia destacam-se as obras Contos folclóricos brasileiros, A lenda do Saci-Pererê, Meus romances de cordel, Lá detrás daquela serra, O encontro da cidade criança com o sertão menino, Tristão e Isolda em Cordel, A jornada heroica de Maria e Contos e fábulas do Brasil. Ministra cursos sobre cordel e contos tradicionais em espaços os mais diversos.

Quando

Dias 29/4, 6/5 e 13/5 (sempre às quartas-feiras)
Dias 2/9, 9/9, 16/9
Horário
Das 19h30 às 22h

Onde 

A Casa Tombada
Rua Ministro Godói, 109
Água Branca – São Paulo – SP
CEP: 05015-000
[ Google Maps ]

Público

Geral.

Turma

25 pessoas

Investimento

R$ 80 (por encontro)
R$ 180 (pelo ciclo com três encontros)
em até 4x sem juros ou
7% de desconto à vista pelo PagSeguro.

 

*Alunos e ex-alunos de pós d’A Casa têm 15% de desconto.
É preciso mostrar comprovação no dia do evento.

R$ 68,00 (por encontro)
R$ 153,00 ciclo (pelo ciclo com três encontros)
em até 4x sem juros ou
7% de desconto à vista pelo PagSeguro.

 

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